Coronavírus: onde surgiu, qual a responsabilidade da China e para onde vai o mundo?

Muito tem se falado sobre a China nestes tempos estranhos de pandemia e quarentena, e torna-se cada vez mais importante estabelecer uma narrativa independente a esse respeito. Os meios de comunicação tradicionais e os memes de redes sociais (ambos com a credibilidade cada vez mais semelhante) associam, de forma quase automática, o coronavírus a um mercado público em Wuhan, um importante centro industrial no meio do país, com o tamanho próximo ao de São Paulo.

Apesar do consenso midiático ocidental já formado em torno da origem do novo coronavírus, ainda não há consenso científico global. Wuhan foi o primeiro local no mundo em que o vírus foi identificado – de acordo com sua natureza, sua capacidade de disseminação e os sintomas que provoca. Mas isto não significa que o vírus tenha surgido lá. Inúmeras alegações e associações foram feitas, talvez por milhões de pessoas, na internet, com pouca ou nenhuma ligação com a realidade.

Rapidamente surgiram afirmações precipitadas, como a de que o vírus tenha surgido do milenar hábito chinês de se alimentar de animais selvagens. Embora os asiáticos tenham, de fato, este costume histórico – que também está ligado à sua medicina ancestral – nos dias atuais ele é muito mais restrito às pessoas mais velhas, já que os jovens, sobretudo no meio urbano, cultivam hábitos alimentares mais ocidentalizados.

Neste sentido, é importante salientar que “sopas de morcego” não são uma espécie de iguaria tradicional chinesa, e as imagens relacionadas, que circulam nas redes sociais, têm fontes em outros países do sudeste asiático ou da Oceania. Além disso, em virtude das dúvidas e receios ainda presentes na comunidade internacional, o governo chinês se apressou em logo proibir a comercialização e o consumo de animais silvestres em todo o país, sinalizando também que deverá proibir o consumo de cães e gatos (prática considerada abominável entre a maioria dos ocidentais, mas que ainda ocorre em partes do oriente). Todavia, devemos destacar que a alimentação tipicamente ocidental – principal indutora do farto consumo à base da carne de mais de 150 bilhões de animais confinados, entupidos de antibióticos na insalubre pecuária industrial e assassinados de forma cruel em matadouros desumanos (inclusa nestes números, também, a não menos devastadora pesca industrial) – não é menos grotesca, nem está imune à disseminação de novos vírus, ao contrário: é um vetor para o surgimento de novas epidemias, como a gripe suína.

Ainda, nota-se que a China, historicamente, nunca foi um estado imperialista (nos moldes ocidentais), mas sim uma grande civilização voltada essencialmente para si mesma – para seu berço e sua região de influência natural e para seus próprios hábitos milenares – e que alegações de que os chineses teriam lançado o vírus propositalmente, para derrubar os mercados mundiais, carecem de qualquer fundamento factual ou evidência, e abundam em ideologia e preconceito. Ao contrário dos Estados Unidos, não há nenhum processo histórico que aponte uma tentativa de expansionismo colonial ou militar chinês sobre o planeta, a não ser em uma natural disputa econômica por mercados e recursos dentro das regras dos organismos multilaterais globais. Uma desaceleração abrupta na economia do mundo também causa impacto negativo nas exportações chinesas, responsáveis por grande parte das bases industriais do país, e vai contra seus tradicionais esforços diplomáticos de desenvolvimento multilateral compartilhado entre toda a comunidade internacional.

Já outra versão da narrativa alega que o novo coronavírus pode ter sido trazido à China, de forma proposital ou involuntária, por atletas norte-americanos durante os Jogos Mundiais Militares, realizado no final de outubro de 2019 em Wuhan. Uma de várias evidências neste sentido é meramente olímpica, mas não deixa de ser intrigante: os Estados Unidos, apesar de serem a maior potência militar do mundo, ficaram em 35o lugar no quadro de medalhas, enquanto China e Rússia, seus maiores rivais militares, ficaram em 1o e 2o lugares respectivamente. O Brasil, pasmem, ficou em 3o. Isto indicaria que os norte-americanos não vieram realmente para competir, ou talvez já estivessem infectados sem saber. Cinco deles chegaram a ser internados em hospitais de Wuhan durante os jogos, devido a uma infecção desconhecida na época.

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS), foi avisada pelos chineses de que uma pneumonia de causas ainda desconhecidas estava ocorrendo na cidade de Wuhan. Já em 12 de janeiro de 2020, a China compartilhou todo o sequenciamento genético do vírus com a OMS. A partir destes pontos, presume-se que, 1) no início de dezembro, nem a comunidade científica chinesa tinha certeza absoluta da natureza da doença; 2) a comunidade internacional foi alertada com a devida antecedência; 3) os chineses foram extremamente rápidos em colocar todos seus recursos científicos numa batalha internacional contra o coronavírus e 4) por óbvio, nenhum país sério faz alertas a órgãos da ONU antes de confirmar que algo realmente grave está ocorrendo em seu território, sob pena de manchar sua credibilidade.

Apesar das afirmações de que a China silenciou um médico que teria denunciado a epidemia, Pequim sustenta que 1) a repreensão ocorreu somente em nível governamental regional; 2) que as denúncias teriam sido feitas em redes sociais – e não entre a comunidade científica, como deveriam; 3) que o médico era oftalmologista, sem especialização na área epidemiológica; e 4) que, por fim, ele foi finalmente reabilitado e homenageado – embora, infelizmente, tenha falecido de Covid-19, a doença causada pelo novo Coronavírus.

Causa assombro também o fato de que o primeiro caso de Covid-19, confirmado posteriormente, é de 1 de dezembro; no entanto, de acordo com matéria da rede americana ABC News, a espionagem norte-americana fez alertas a Washington, ainda em novembro de 2019 – data em que, até onde há informações concretas, nem mesmo Pequim sabia que algo anormal estava acontecendo – sobre um “evento que poderia ser cataclísmico”, supostamente com origem em Wuhan.

Então, é possível que a China tenha tentado esconder algo? Sim. Mas, reunindo uma série de narrativas independentes, que investigam pistas e evidências ausentes ou invisibilizadas na mídia tradicional, torna-se mais verossimilhante que 1) a espionagem norte-americana é tão extraordinária que beira a paranormalidade (tempere com ironia ao seu gosto); 2) os estadunidenses já sabiam de um “evento cataclísmico” em novembro porque possivelmente eles próprios enviaram o coronavírus para Wuhan (acidentalmente ou não), um mês antes; 3) honestamente, àquela altura, nenhuma agência de inteligência tinha condições sérias de afirmar que o que estava ocorrendo na China poderia se tornar um evento cataclísmico – a não ser que já soubesse do que se tratava, ou que seus espiões fossem um bando de aficionados pelo filme Os 12 Macacos e 4) os Estados Unidos, hoje epicentro da pandemia, tiveram um tempo ainda maior do que todo o resto do planeta, incluindo a China, para se preparar para esse evento.

coronavirusEm agosto de 2019, Fort Detrick, um laboratório biológico-militar norte-americano para o estudo de doenças contagiosas, localizado no estado americano de Maryland, foi fechado pelas autoridades por alegadamente apresentar problemas de segurança. Hoje Maryland possui mais de 6 mil casos confirmados de coronavírus – e Nova York, não tão longe dali, tornou-se o local mais contaminado do planeta. Curiosamente, centenas de casos estranhos de mortes, supostamente relacionadas ao uso de cigarros eletrônicos – cujo uso é amplamente predominante entre pessoas jovens – foram notificadas no ano passado nos Estados Unidos, incluindo no estado da Virgínia, próximo a Maryland. Será possível que cigarros eletrônicos sejam mais perigosos que cigarros comuns, a ponto de causar doenças pulmonares letais em poucos anos de uso?

Um artigo em destaque no site Global Research, do autor Larry Romanoff, aponta que epidemiologistas e farmacologistas japoneses e taiwaneses afirmam que o novo coronavírus pode ter surgido nos Estados Unidos, tendo em vista que o país é o único a ter os cinco tipos de coronavírus, do qual todos os outros devem ser descendentes, e que Wuhan, na China, possui apenas um tipo – que é como um galho de árvore, não podendo existir independentemente do tronco. Melhor explicando, é como se a variação genética do vírus encontrado na China fosse do tipo “C”, que é necessariamente descendente das variações “A” e “B”. Todavia, estas últimas variantes não foram encontradas na China. Onde elas estão?

Um médico de Taiwan disse que escreveu às autoridades americanas, afirmando que suspeitava que as supostas mortes por cigarros eletrônicos nos Estados Unidos, com surto preponderante em agosto de 2019, fossem provavelmente devidas ao coronavírus, mas que seus avisos foram ignorados. Além disso, em setembro de 2019, no Havaí, japoneses foram infectados pelo novo coronavírus, mas nunca haviam estado na China.

Larry Romanoff especula nesse sentido: “Se alguns membros da equipe dos EUA nos Jogos Militares Mundiais (18 a 27 de outubro) foram infectados pelo vírus por um surto acidental em Fort Detrick, é possível que, com um longo período inicial de incubação, seus sintomas possam ter sido menores, e esses indivíduos poderiam facilmente ter ‘percorrido’ a cidade de Wuhan durante sua estadia, infectando potencialmente milhares de residentes locais em vários locais, muitos dos quais posteriormente viajariam para o mercado de frutos do mar do qual o vírus se espalharia como fogo (como aconteceu). Isso explicaria também a impossibilidade prática de localizar o lendário paciente zero – que neste caso nunca foi encontrado, pois haveria muitos deles”.

No início de março de 2020, o Dr. Robert Redfield, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, afirmou no congresso norte-americano que mortes relacionadas ao coronavírus estavam sendo diagnosticadas postumamente – fato que corrobora a tese da diplomacia chinesa, de que o novo coronavírus possivelmente já estava contaminando cidadãos estadunidenses antes de chegar à China. Até o presente momento, Washington não divulgou quem foi o paciente zero, ou seja, o primeiro a ser infectado, em território americano.

Para complicar ainda mais as coisas, após realizar estudo retrospectivo em mais de 2500 exames de imagem de tórax, um hospital francês sustenta que o primeiro caso de Covid-19 no país remonta a 16 de novembro de 2019. Outra fonte de incertezas foi a descoberta de que as variações genômicas do novo coronavírus encontradas no Irã e na Itália são diferentes daquela encontrada na China. Em Milão, o Dr. Giuseppe Remuzzi, diretor do Instituto de Pesquisa Farmacológica, afirmou à rede CGTN que mais de 10 casos estranhos de pneumonia foram descobertos em novembro e dezembro de 2019 no norte da Itália, e que todos já eram vacinados contra a gripe sazonal. Em seus dizeres, os casos eram muito severos, particularmente em idosos, com febre alta, tosse, fadiga e dificuldade de respirar, levando a crer que o novo coronavírus já estava circulando na região. Segundo Remuzzi, também há relatos de pacientes com sintomas semelhantes no País de Gales no mesmo período.

Desta forma, a mídia chinesa e a mídia independente abrem espaço para uma série de dúvidas em relação a origem do novo coronavírus. É reconhecido que o mercado público de Wuhan foi um ponto de disseminação do vírus, e que em sua origem há relação com animais silvestres, mas não há consenso entre os cientistas acerca do local e data de sua primeira aparição, nem se houve algum tipo de manipulação genética em laboratório (embora a maioria deles aponte que não houve, alguns afirmam o contrário). Alguns sugerem que o início do contágio foi no meio de novembro de 2019; outros, em setembro. Algumas vítimas em Wuhan tinham relação com o mercado; outras não. Na mesma linha, um artigo na revista Science aponta que a primeira infecção humana foi confirmada como tendo ocorrido em novembro de 2019 fora de Wuhan, sugerindo que o vírus apareceu em outro lugar e depois se espalhou para os mercados de frutos do mar.

Finalmente, em Nova York, em 18 de outubro de 2019, ocorreu um misterioso “Evento 201”, uma espécie de ensaio para uma pandemia global de coronavírus. De acordo com o jornalista Pepe Escobar, este evento foi patrocinado por entidades como a Fundação Bill e Melinda Gates, a Bloomberg, o Fórum Econômico Mundial, a CIA e a ONU, e ocorreu exatamente um mês antes do início da pandemia na China. Os Jogos Mundiais Militares abriram no mesmo dia em Wuhan. Escobar trabalha com a hipótese de que o Coronavírus pode ser, em suas palavras, uma arma biológica extremamente poderosa (embora não apocalíptica), permitindo o controle social em escala planetária.

O grande problema é que isso pode realmente ser verdade, já que o imperialismo norte-americano, historicamente, desconhece limites de interferência nos destinos do mundo e de dissimulação de suas virulentas intenções, ainda mais após a chegada da internet e de grupos políticos mais messiânicos do que o normal ao poder em Washington. Todavia, ainda assim estamos lidando com um problema real, que pode colapsar os sistemas de saúde pública e a economia de virtualmente todos os países do mundo – mesmo com uma taxa de mortalidade relativamente baixa, pois a velocidade de contágio é muito rápida, tornando muito alto o número total de infectados e incapacitados pela doença – dentre os quais grande parte necessita de atendimento hospitalar de alta complexidade para sair vivo, congestionando todos os outros atendimentos necessários.

Assim, a maioria dos países já passa a controlar suas fronteiras e a circulação de pessoas, impondo isolamento social e vigilância cibernética sobre os cidadãos. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos e a imprensa que orbita em sua esfera de influência abusam, sem provas ou indícios concretos, da velha tática narrativa de demonização da China, enquanto a economia global derrete a olhos vistos, corroendo empregos, salários e poder de consumo de bilhões de pessoas. Nos passos de ficção científica que seguimos, não parece impossível que, em breve, OTAN e OMS, patrocinadas por Bill Gates, também imponham um regime de vacinação “eletrônica” em massa, através de chips subcutâneos, em troca de uma singela Renda Básica Universal, confundindo tanto socialistas quanto capitalistas. E o dilema que a aldeia global vive neste momento é tão dantesco quanto orwelliano: como encontrar equilíbrio entre a cruz do coronavírus e a espada do estado policial?

ENGLISH VERSION OF THIS ARTICLE

https://centopeiasite.wordpress.com/coronavirus-where-did-it-come-from-what-is-chinas-responsibility-and-where-does-the-world-go/

FONTES

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